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EDUCANDO PARA A AUTONOMIA – O PAPEL DA ESCOLA EDA FAMÍLIA NO CONTEXTO ATUAL
4. VOCÊ NÃO PRECISA SABER TUDO
Os pais e educadores serão sempre modelos para as crianças, por isso, é importante que haja coerência entre o que dizem e o que fazem. Muitas vezes, uma ação coerente vale mais do que mil palavras. À medida que os pais admitem que não sabem tudo, com certeza estarão mostrando aos filhos que não há problema algum em não saber algo em determinado momento.
Muito bom será que pais e educadores proponham às crianças a busca de uma terceira fonte. Livros, enciclopédias, jornais, revistas e sites especializados são hoje fontes de ajuda, sem esquecermos é claro dos professores ou outras pessoas dentro da própria família. É importante que desde cedo a criança perceba que o conhecimento é adquirido através da busca, das trocas, do dialogo permanente.
5. RESPEITE O “TEMPO” DO SEU FILHO
Parece desnecessário falar tudo isso a pais zelosos de suas responsabilidades, mas vemos que o respeito tão necessário, às vezes, é esquecido.
Crianças possuem ritmos diferentes para a aprendizagem e com respeito e confiança dos pais podem ajuda-las a ter uma percepção mais adequada de si mesmas e, conseqüentemente, poderão ajuda-las a respeitar-se também. Existem os ritmos diferentes, existem as formas diferentes de aprender o conhecimento, e os meios para se alcançar e ajudar uma criança, com certeza, não podem ser os mesmos para outra.
6. É IMPORTANTE ESTAR DISPONÍVEL
Muitas crianças, embora consigam ou sejam capazes de fazer os deveres sozinha, pedem ajuda.
É necessário que os pais tenham ou desenvolvam possibilidades de discernir entre o superdependente (o que, mesmo não precisando de ajuda para os deveres, quer os pais por perto) e o que realmente precisa de um suporte pedagógico para a realização das atividades. Os pais podem dizer: “Eu vou lhe ajudar em um exercício e você com certeza vai conseguir fazer os outros sozinha”. Assim os pais podem ir, pouco a pouco, percebendo se existe uma dificuldade no entendimento da proposta ou se a necessidade é emocional. Cada caso pede uma ação diferenciada.
É importante dar suporte para a criança, mas é imprescindível que os pais favoreçam a esta mesma criança o desenvolvimento de seu auto-suporte, ou seja, dar ajuda e colo, mas ajuda-la a caminhar com os próprios pés. Estes são, sem duvida, alvos para pais conscientes e saudáveis.
Os pais ficam ansiosos quando os filhos encontram dificuldades ou quando o tempo é curto para a realização de tarefas. Por isso, querem logo resolver a situação ensinando um macete ou, até mesmo, fazendo as tarefas no lugar deles.
Os pais devem ajudar os filhos a assumirem as conseqüências de suas atitudes, sempre possibilitando o desenvolvimento da percepção da criança sobre sua própria situação. Para cada caso, um tipo de solução. Se a criança sente grandes dificuldades, você pode dizer: ”Parece que você esta encontrando grandes dificuldades para fazer este exercício. É melhor você fazer o que sabe e conversar com sua professora sobre isso”. Ou ainda: “Parece que você deixou os deveres para depois de tudo e então não deu tempo. Converse com sua professora sobre isso e veja o que ela lhe diz ou orienta”.
Se você percebe que seu filho, constantemente, deixa de fazer as tarefas ou possui sérias dificuldades em realizá-las, deve procurar os professores ou a orientação educacional para juntos buscarem as causas, ajudando a criança a superá-las.
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