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EDUCANDO PARA A AUTONOMIA – O PAPEL DA ESCOLA E
DA FAMÍLIA NO CONTEXTO ATUAL

1. ESPERE SEU FILHO PEDIR AJUDA

 Parece simples, mas pais e mães sabem como é difícil esperar e confiar. Entretanto, se querermos facilitar o desenvolvimento da independência na criança, é necessário permitir que ela teste seus próprios limites. Não há, pois, necessidade da intervenção familiar quando nem a criança e nem a professora solicitam ajuda. O melhor é só ajudar quando a criança pedir. Os deveres de casa são responsabilidade dela e ela precisa sentir que deve dar conta deste trabalho.

 Alguns pais sentem-se culpados porque as ocupações diárias, não lhes permitem ficar muito tempo com os filhos e, por isso, usam muitas vezes o dever de casa como uma oportunidade para compensar o que eles julgam ser uma grande falta. Se isso existe de fat, os pais podem buscar outras ocasiões para estarem com os filhos. A autonomia deve ser exercitada e a criança deve sentir que precisa fazer seus próprios esforços para seu desenvolvimento.

2. O RESULTADO IMEDIATO NÃO É O MAIS IMPORTANTE

 Vivemos em uma sociedade em que a busca pura e simples do resultado tem minado o desenvolvimento da liberdade e criatividade, o alcance de vôos maiores e, principalmente, o prazer no caminho da aprendizagem.

 Assim pais e professores se preocupam mais com o produto (A conta está certa ou errada?) do que com o processo de desenvolvimento e percepção da criança (O que sabia antes? O que já aprendeu? Como foi seu raciocínio para chegar até este resultado?) Se procurássemos desenvolver mais a nossa percepção sobre tudo isso, certamente, fortaleceríamos em muito a auto-estima e a autonomia da criança.

 É muito mais importante favorecer a descoberta, a indagação, o questionamento, o prazer de aprender, do que a perda do bom humor pela falta de uma vírgula ou de acento agudo.

3. NÃO FAÇA CRÍTICA DESNECESSÁRIA

 Mesmo sem perceber, os pais fazem críticas não construtivas sobre a produção intelectual dos filhos.

 As crianças, na maioria das vezes, sensíveis as suas dificuldades, sentem-se mal com a sua exposição e ficam irritadas. A crítica, quando usada somente para pressionar a criança, não favorece em nada um desenvolvimento saudável. Nem é preciso dizer que as comparações, também não ajudam. A criança não vai aprender mais ou em menor tempo por ouvir todos os dias que o seu irmão ou irmã nunca teve dificuldades. Ao contrario, essas comparações só podem levá-la a ter uma visão mais empobrecida de si mesma.

 Ao invés de dizer constantemente “Você não sabe fazer separação de sílabas”, o melhor é dizer “Mostre-me porque você separou esta palavra desta forma”, ou ainda, “Separe em voz alta cada sílaba desta palavra”. Assim, através de sua própria experiência e percepção, a criança aprende a vencer suas dificuldades.

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